Lançada
em junho de 1959, "A Big Hunk o' Love" ocupa uma posição singular e
fascinante na cronologia de Elvis Presley. Gravada em uma breve licença militar
de dois dias em junho de 1958 nos estúdios da RCA em Nashville, a sessão tinha
um propósito claro e urgente para a gravadora e para o empresário Coronel Tom
Parker: estocar material de alta octanagem para manter a presença de Elvis viva
no topo das paradas enquanto ele cumpria o serviço militar na Alemanha
Ocidental. Composta por Aaron Schroeder e Sid Wyche, a canção não apenas
cumpriu a missão de manter o público mobilizado, como se tornou um dos
desempenhos vocais mais ferozes e acelerados da carreira do cantor.
A
propulsão da faixa é imediata e vertiginosa. Em vez do balanço cadenciado do
rockabilly tradicional da época da Sun Records, a gravação explode em uma
parede rítmica de R&B acelerado e implacável. O motor instrumental é
liderado pela virtuose do pianista de estúdio Floyd Cramer, cujo ataque
percussivo em estilo barrelhouse e boogie-woogie comanda a velocidade da faixa.
Apoiado pela bateria precisa de Buddy Harman e pela guitarra afiada de Hank
Garland, o arranjo cria uma esteira mecânica impecável que força Elvis a cantar
no limite máximo de sua respiração, exibindo uma agilidade fonética e um
controle de ritmo raramente vistos em suas gravações de estúdio daquele
período.
Liricamente,
a canção mergulha na linguagem direta, maliciosa e hiperbólica do blues
tradicional. O narrador insiste que suas exigências amorosas são modestas,
criando um contraste propositalmente irônico entre dizer que não está pedindo
muito e exigir, logo em seguida, "um pedaço colossal de amor".
Metáforas cotidianas e elementos do folclore do sul dos Estados Unidos surgem
com vigor poético: a mulher amada é descrita como uma colmeia transbordando de
mel ("natural born beehive"), enquanto o protagonista recorre a
amuletos de sorte, como o osso da sorte no bolso e o pé de coelho no pulso,
para tentar quebrar a resistência de sua parceira e escapar da "fome"
emocional provocada pela avareza dos beijos dela.
A
performance de Elvis é pura combustão. Ele mastiga as sílabas com voracidade,
sobrepondo negações enfáticas ("No no no no") a exclamações viscerais
de pura empolgação ("That's right"). A canção alcançou o primeiro
lugar na Billboard Hot 100 em agosto de 1959, tornando-se o seu décimo quarto
número um nos Estados Unidos e provando que, mesmo afastado dos holofotes e
fardado a milhares de quilômetros de distância, o poder de fogo de Presley
sobre a cultura jovem permanecia intocado. "A Big Hunk o' Love"
permanece como uma obra-prima de energia concentrada, testando e expandindo as
fronteiras do rock and roll no exato momento em que a década de 1950 se
despedia.
Hey baby, I ain't askin' much of
you
No no no no no no no no, baby
I ain't askin' much of you
Just a big-a big-a big-a hunk o' love will do
Don't be a stingy little mama
You're 'bout to starve me half to death
Well, you can spare a kiss or two
And still have plenty left
No no no, baby
I ain't askin' much of you
Just a big-a big-a big-a hunk o' love will do
That's right
You're just a natural born
beehive
Filled with honey to the top
But I ain't greedy, baby
All I want is all you got
No no no, baby
I ain't askin' much of you
Just a big-a big-a big-a hunk o' love will do
That's right
I got wishbone in my pocket
I got a rabbit's foot 'round my wrist
You know I'd have all the things my lucky charms could bring
If you'd give me just one sweet kiss
No no no no no no no, baby
I ain't askin' much of you
Just a big-a hunk o' hunk o' hunk o' love will do
That's right
Just a big-a big-a big-a hunk o'
love will do
That's right
Just a big-a big-a big-a hunk o' love will do
That's right
Just a big-a big-a big-a

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